Seja muito bem-vindo

Visitante

Publicidade

home sitemap favoritar recomendar ajuda contato
 

Colunas

Ver + Colunas     

26/07/2008 Os senhores dos anéis

Luiz Carlos de Moraes

Educador Físico


Email
lcmoraes@compuland.com.br

Veja a lista de Colunas Publicadas deste Colunista Adicionar esta Coluna aos seus Favoritos


 

A gente sabe que o "doping" vem desde os tempos mais remotos, mas especialmente passou a ficar mais conhecido no tempo da chamada "guerra fria" onde as enormes nadadoras da Alemanha Oriental ganhavam todas as competições servindo como propaganda do regime político.

A partir daí, começaram as suspeitas de que as vitórias eram ilícitas com ajuda da Medicina e da química laboratorial, e o mundo inteiro, liderado pelos americanos, criou o exame antidoping, fazendo disso também uma propaganda do suposto jogo limpo. "Eles", os americanos, são muito bonzinhos. Querem controlar tudo e não fazem a menor cerimônia em exercer influência dominante.

Parece que o "tiro saiu pela culatra". Os casos de doping se multiplicaram no mundo inteiro, inclusive entre os americanos, mas estes, sempre que podem influenciam, "tapando sol com a peneira".

Em 1987, quando Ben Johnson bateu o novo recorde dos 100 metros, os dirigentes canadenses respiraram aliviados quando o atleta passou no teste antidoping. Daí em diante começou uma caçada implacável ao homem que era uma ameaça ao reinado americano de Carl Lewis, da mesma forma como a alemã Katrin Krabbe, punida em 1992, ameaçava a americana Florence Grifth Joyner, recordista Mundial dos 200 metros, cujos traços musculares aviltaram os olhos de todos e, passou no teste antidoping. Um escândalo!

Perguntar não ofende, mas cala! Se Ben Johnson fosse americano seria punido?

A guerra do doping fica cada vez mais sofisticada. O COI e a Wada (Agência Mundial Antidoping) de um lado tentando desesperadamente coibir e do outro, os laboratórios criando novas formas de dopagem que não sejam detectadas pelos testes.

Já ouviram falar em Senhores dos Anéis? Não, não estou falando do clássico de J.J. Tolkien das telas do cinema e sim do livro de autoria de dois jornalistas ingleses, Vyv Simson e Andrew Sennings, lançado em 1992. Eles relataram ao mundo quem eram as pessoas, na época, que controlavam o esporte e qual o destino dos milhões de dólares por ele gerado. O livro mostra como o marketing das multinacionais transformou a pureza do esporte em um mundo sombrio, antidemocrático e cheio de drogas. Como não poderia deixar de ser, esses jornalistas passaram a ser perseguidos pelo poder americano e os direitos do livro comprados pelo COI e o livro sumiu. Quem comprou, comprou. Eu fui um deles.

Voltando ao cerne da questão, a publicidade do exame antidoping, acabou passando por cima dos direitos mais sagrados do cidadão; especialmente do atleta. Todos são inocentes até que se prove o contrário. Cabe a quem acusa o ônus da prova, mas não é isso que acontece.

Os americanos que supostamente exercem influência na Justiça Desportiva e nos Comitês Internacionais, se apressam em escancarar na imprensa e na Internet os resultados dos ainda "suspeitos", prejudicando a imagem do atleta, fase que ainda deveria correr em "segredo de justiça" preservando a integridade do "acusado". Acusado ainda não é culpado, e suspeito muito menos.

Resultado. Se o atleta for absolvido, além do estrago da carreira ainda sofre pressão para não processar quem o acusou por perdas e danos. Mais um direito ferido.

Infelizmente o poder é assim e começa nas coisas mais simples. Lembro na minha infância de uma pelada perto de casa, que o dono da bola que era um tremendo "perna de pau", tinha que jogar e o time que estivesse com ele se desdobrar para cobrir as falhas dele se quisesse ganhar o jogo. O dono da bola ainda levava fama de um "cara legal" porque ninguém por ali tinha uma bola boa. Não é muito diferente da propaganda moderna. O patrocinador quer resultado. Não interessa como, mas quando "o circo pega fogo" ele cai fora dando uma de bonzinho e deixando o atleta numa fria "pagando o pato" sozinho. Cúmplices ilesos.

Recentemente o Brasil acompanhou o caso da Rebeca Gusmão que acabou sendo punida, mas enquanto era apenas suspeita sua carreira já tinha sido detonada.

Não entra na minha cabeça um atleta dopado sem a cumplicidade de um "monte de gente". Se ela fosse americana ou se a sua punição ferisse os interesses políticos talvez o desfecho fosse diferente. Vamos ver como será em Pequim. Estão anunciando tolerância zero ao doping!

Para Refletir: Demonstre suas emoções. Se não ganhar nada com isso, também não perde nada, mas fica de bem com sua alma.

Sobre a Ética
– O comportamento e opinião pessoal devem ser coerentes com a expectativa da classe e da sociedade. Não decepcione as pessoas e seja verdadeiro.

Comentários

Ver todos

Veja Todos os Comentários

Comentar (É preciso ter efetuado seu login para comentar este texto)

Publicidade

Busca Btao de busca

Fitness e Cia
Artigos
Colunas
Destaques de Colunistas
Vídeos

banner-newsletter-02.jpg

Banner1

Banner1